As Divinas Louvores
Composta pelo Pe. Luigi Felici, SJ (1797), ampliada ao longo do séc. XIX e XX
Bendito seja Deus. Bendito seja o seu Santo Nome. Bendito seja Jesus Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro Homem. Bendito seja o Nome de Jesus. Bendito seja o seu Sacratíssimo Coração. Bendito seja o seu Preciosíssimo Sangue. Bendito seja Jesus no Santíssimo Sacramento do altar. Bendito seja o Espírito Santo Paráclito. Bendita seja a excelsa Mãe de Deus, Maria Santíssima. Bendita seja a sua Santa e Imaculada Conceição. Bendita seja a sua gloriosa Assunção. Bendito seja o Nome de Maria, Virgem e Mãe. Bendito seja São José, seu castíssimo esposo. Bendito seja Deus em seus Anjos e em seus Santos.
Divisão em partes
"Bendito seja Deus. Bendito seja o seu Santo Nome."
Abre com o louvor mais fundamental possível — a Deus e ao próprio Nome divino, considerado sagrado desde o Antigo Testamento.
Salmo 113(112),2: "Bendito seja o Nome do Senhor, desde agora e para sempre".
Reflete a reverência bíblica pelo Nome de Deus, tão forte que o povo de Israel evitava mesmo pronunciá-lo sem necessidade.
"Bendito seja Jesus Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro Homem... no Santíssimo Sacramento do altar"
O núcleo da oração é cristológico e eucarístico: louva Jesus em sua dupla natureza e, de modo especial, presente realmente na Eucaristia.
João 1,14: "o Verbo se fez carne e habitou entre nós".
Professa, em poucas palavras, dois dogmas centrais: a União Hipostática (Concílio de Calcedônia, 451) e a Presença Real na Eucaristia.
"Bendita seja a excelsa Mãe de Deus... Bendito seja São José... Bendito seja Deus em seus Anjos e em seus Santos"
Conclui louvando Deus refletido em Maria, José e todos os santos — não como rivais da glória divina, mas como sinais dela.
Lucas 1,49: Maria, no Magnificat, canta que "o Todo-Poderoso fez em mim maravilhas".
Expressa a doutrina de que a santidade das criaturas sempre remete, em última instância, à glória do próprio Deus que as santificou.
Contexto histórico
Composta em 1797 pelo jesuíta italiano Pe. Luigi Felici, como reparação por uma blasfêmia pública contra o Nome de Deus e a Virgem Maria em Roma. A oração cresceu ao longo do século seguinte, recebendo novas invocações (como a de São José, acrescentada só no início do séc. XX), e é tradicionalmente rezada ao final da Bênção com o Santíssimo Sacramento.
Significado espiritual
Cada verso "bendiz" — louva — algo de sagrado, em ordem crescente de proximidade: de Deus em geral até Jesus na Eucaristia, depois Maria, José e todos os santos. É uma oração de reparação, rezada tradicionalmente para desagravar ofensas contra o Nome de Deus e dos santos.