Ladainha do Santo Nome de Jesus
Origens franciscanas (São Bernardino de Siena), aprovada para uso público pelo Papa Leão XIII em 1886
Senhor, tende piedade de nós. Cristo, tende piedade de nós. Senhor, tende piedade de nós. Jesus, Filho de Deus vivo, tende piedade de nós. Jesus, esplendor do Pai, tende piedade de nós. Jesus, rei da glória, tende piedade de nós. Jesus, sol de justiça, tende piedade de nós. Jesus, Filho da Virgem Maria, tende piedade de nós. Jesus, admirável, tende piedade de nós. Jesus, Deus forte, tende piedade de nós. Jesus, pai do século futuro, tende piedade de nós. Jesus, amante da castidade, tende piedade de nós. Jesus, amador nosso, tende piedade de nós. Jesus, Deus da paz, tende piedade de nós. Jesus, autor da vida, tende piedade de nós. Jesus, pão vivo do céu, tende piedade de nós. Jesus, bom pastor, tende piedade de nós. Jesus, verdadeira luz, tende piedade de nós. Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, perdoai-nos, Senhor. Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, ouvi-nos, Senhor. Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós.
Divisão em partes
"Jesus, Filho de Deus vivo... esplendor do Pai... rei da glória"
Abre com títulos de glória divina de Jesus, afirmando sua plena divindade.
Hebreus 1,3: Jesus é "o resplendor da glória" do Pai.
Recolhe títulos cristológicos usados desde o Novo Testamento e os primeiros concílios para expressar a divindade do Filho.
"Jesus, Filho da Virgem Maria... pão vivo do céu... bom pastor"
Combina títulos que expressam a humanidade real de Jesus (nascido de Maria) com imagens de sua missão salvífica (pão do céu, pastor).
João 10,11: "Eu sou o bom pastor; o bom pastor dá a vida pelas ovelhas".
Une, como as demais litanias cristológicas, a fé na dupla natureza de Cristo — plenamente Deus, plenamente homem.
"Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo"
Encerra, como quase todas as litanias, com a tríplice invocação do Cordeiro de Deus, tomada diretamente da liturgia da Missa.
João 1,29: João Batista aponta Jesus como "o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo".
Aplica a Jesus a imagem do cordeiro pascal, cujo sangue liberta do pecado, como o sangue do cordeiro libertou Israel no Egito.
Contexto histórico
Suas raízes remontam à devoção franciscana ao Santo Nome de Jesus, popularizada por São Bernardino de Siena no século XV, mas a forma litânica atual só foi oficialmente aprovada para uso público em toda a Igreja pelo Papa Leão XIII em 1886.
Significado espiritual
Percorre uma sucessão de títulos bíblicos de Jesus — cada um resumindo, em uma palavra ou expressão, um aspecto de quem Ele é — cumprindo a promessa de que "não há debaixo do céu outro nome dado aos homens pelo qual devamos ser salvos" (At 4,12).