Doutrina da Guerra Justa
A tradição moral católica não é pacifista absoluta nem belicista: reconhece que o uso da força pode, em circunstâncias muito estritas, ser moralmente legítimo como último recurso de legítima defesa — mas só sob condições rigorosas que precisam estar todas presentes ao mesmo tempo. Desenvolvida por Santo Agostinho e sistematizada por Santo Tomás de Aquino, a doutrina busca conter, não legitimar facilmente, o recurso à guerra, submetendo-o sempre ao juízo moral e nunca à pura razão de Estado.
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Estabelece as condições cumulativas da 'legítima defesa por meio da força militar': dano duradouro, grave e certo; esgotamento de outros meios; sérias possibilidades de êxito; e que o uso das armas não produza males maiores que o mal a eliminar.
Um dos textos fundacionais da reflexão cristã sobre quando a guerra pode ser moralmente tolerada, distinguindo-a da mera vingança ou ambição de poder.
Condena explicitamente a guerra total e a corrida armamentista, exigindo critérios morais rigorosos mesmo em conflitos aparentemente justificados.
📖 Passagens bíblicas relacionadas
"Bem-aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus" — situa a paz, não a guerra, como o ideal ao qual todo cristão é chamado.
São Paulo reconhece que a autoridade civil legítima "não traz debalde a espada", base bíblica clássica para admitir, em princípio, o uso legítimo da força pelo Estado.
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