Como funciona, na prática, o processo de canonização de um santo?
É um processo longo e rigoroso, normalmente com várias etapas: "Servo de Deus" (abertura da causa), "Venerável" (heroicidade das virtudes reconhecida), "Beato" (um milagre comprovado por sua intercessão) e, por fim, "Santo" (um segundo milagre), culminando na declaração solene do Papa de que essa pessoa está certamente no céu e pode ser venerada por toda a Igreja.
Resposta completa
A canonização não “cria” a santidade de alguém — é o reconhecimento oficial e infalível, pela Igreja, de que essa pessoa viveu heroicamente as virtudes cristãs e está, com certeza moral, na glória de Deus. O processo, hoje regulado principalmente pela constituição apostólica de João Paulo II de 1983, começa geralmente ao menos cinco anos após a morte do candidato (a não ser em casos de “martírio in odium fidei”, morte por ódio à fé, que pode dispensar essa espera).
As etapas clássicas são: (1) “Servo de Deus”, quando a diocese local abre formalmente a investigação; (2) “Venerável”, quando o Papa reconhece que a pessoa viveu de modo heroico as virtudes cristãs (fé, esperança, caridade e as virtudes cardeais); (3) “Beato”, que exige, normalmente, a comprovação científica e teológica de um milagre atribuído à sua intercessão, obtido depois da morte; (4) “Santo”, que exige um segundo milagre depois da beatificação.
A declaração final de canonização é considerada um ato do Magistério infalível — a Igreja não pode errar ao afirmar que essa pessoa está no céu, ainda que isso não signifique que tudo o que ela disse ou fez fora do campo da fé e da moral seja necessariamente perfeito.
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Não "rezamos para" os santos como se rezássemos a Deus — pedimos que eles intercedam por nós junto a Deus, da mesma forma que pedimos a um amigo que ore por nós. Adoração é só para Deus; aos santos, veneração e pedido de intercessão.
Aparições como as de Fátima, Lourdes ou Guadalupe são chamadas "revelações privadas" — mesmo quando reconhecidas pela Igreja como dignas de crédito, elas não acrescentam nada à Revelação pública (Escritura e Tradição), encerrada com a morte do último apóstolo. A Igreja pode aprovar uma aparição como "não contrária à fé" e recomendar sua devoção, mas nunca obriga nenhum católico, sob pena de pecado contra a fé, a acreditar nela.
A Assunção é o dogma de que Maria, ao final de sua vida terrena, foi elevada em corpo e alma à glória celeste, sem sofrer a corrupção do túmulo. Foi definido solenemente como dogma de fé pelo Papa Pio XII em 1950, com base na Tradição antiga da Igreja — não há um relato bíblico direto do episódio, mas a Igreja o entende como consequência coerente da singular relação de Maria com Cristo e de sua Imaculada Conceição.