Por que rezamos para os santos?
Não "rezamos para" os santos como se rezássemos a Deus — pedimos que eles intercedam por nós junto a Deus, da mesma forma que pedimos a um amigo que ore por nós. Adoração é só para Deus; aos santos, veneração e pedido de intercessão.
Resposta completa
A Igreja Católica distingue claramente três níveis de honra: latria (adoração, devida somente a Deus), hiperdulia (veneração especial dedicada a Maria) e dulia (veneração dos santos). Em nenhum desses níveis um santo é adorado como Deus.
Pedir a intercessão de um santo é semelhante a pedir a um irmão de fé, ainda vivo, que ore por nós — a diferença é que os santos já estão junto de Deus e, segundo a fé católica, continuam unidos a nós na “comunhão dos santos”. Não substituem Cristo como único mediador (1Tm 2,5); participam da mediação dele, como membros vivos do seu Corpo.
Essa prática remonta aos primeiros séculos do cristianismo, quando comunidades já pediam a intercessão dos mártires, e foi formalmente esclarecida pelo Concílio de Trento (1545-1563) diante das objeções da Reforma Protestante.
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Fontes citadas
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A Igreja chama Maria de 'Mãe de Deus' (Theotokos, 'a que gerou Deus') não porque ela seja origem da divindade de Jesus, mas porque o filho que ela gerou é uma só Pessoa divina — Jesus Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro homem. Negar o título é, na prática, dividir Jesus em duas pessoas.
A Imaculada Conceição é o dogma de que Maria foi concebida sem a mancha do pecado original, desde o primeiro instante de sua existência, por um privilégio único concedido por Deus em vista dos méritos futuros de Cristo. Não se refere ao nascimento de Jesus, mas à própria concepção de Maria no ventre de sua mãe.
Aparições como as de Fátima, Lourdes ou Guadalupe são chamadas "revelações privadas" — mesmo quando reconhecidas pela Igreja como dignas de crédito, elas não acrescentam nada à Revelação pública (Escritura e Tradição), encerrada com a morte do último apóstolo. A Igreja pode aprovar uma aparição como "não contrária à fé" e recomendar sua devoção, mas nunca obriga nenhum católico, sob pena de pecado contra a fé, a acreditar nela.