O que é um concílio ecumênico e por que suas decisões têm tanta autoridade?
É uma reunião solene de todos os bispos do mundo (ou seus representantes), convocada e presidida (ou ao menos confirmada) pelo Papa, para tratar de questões graves de fé, moral ou disciplina que afetam toda a Igreja. Suas definições doutrinárias, quando promulgadas junto com o Papa, gozam da mesma infalibilidade atribuída ao Magistério papal solene.
Resposta completa
A Igreja Católica reconhece 21 concílios ecumênicos ao longo de sua história, do Concílio de Niceia (325) ao Concílio Vaticano II (1962-1965). “Ecumênico” aqui não tem o mesmo sentido do “ecumenismo” moderno (diálogo entre diferentes denominações cristãs) — significa, literalmente, “de toda a terra habitada” (do grego oikouméne): um concílio que reúne, ao menos em princípio, os bispos de toda a Igreja, não apenas de uma região.
Para ser considerado verdadeiramente ecumênico (e não apenas um “concílio regional” ou “sínodo local”), é preciso que seja convocado pelo Papa (ou, ao menos, que suas decisões sejam por ele confirmadas — como aconteceu com os primeiros concílios, convocados pelo imperador romano, mas reconhecidos pelos Papas), presidido por ele ou seu delegado, e que suas decisões sejam promulgadas com sua autoridade.
É exatamente essa ligação estrutural entre o colégio dos bispos reunido e o Papa, sua cabeça, que dá aos concílios ecumênicos sua autoridade máxima na Igreja — o Catecismo (§884) explica que o colégio episcopal exerce “poder pleno e supremo sobre toda a Igreja” precisamente quando reunido em concílio ecumênico com o Papa, nunca sem ele ou contra ele. Definições doutrinárias solenes de um concílio ecumênico, promulgadas dessa forma, são consideradas infalíveis, no mesmo grau que uma definição papal ex cathedra.
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A infalibilidade papal não significa que o Papa nunca comete erros pessoais ou pecados — significa que, em condições muito específicas e raras (quando define solenemente, como pastor de toda a Igreja, uma doutrina de fé ou moral a ser definitivamente sustentada), ele é preservado do erro pela assistência do Espírito Santo. Fora dessas condições, suas opiniões pessoais podem estar erradas como as de qualquer pessoa.
A Igreja Católica ensina que Jesus escolheu Pedro entre os apóstolos e lhe confiou um papel único de liderança e unidade ('tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja', Mt 16,18). O Papa, como Bispo de Roma, é entendido como sucessor de Pedro nesse ministério específico de guardar a unidade e a fé de toda a Igreja.
As principais diferenças estão em três pontos: autoridade (Bíblia + Tradição + Magistério da Igreja, para os católicos, versus 'somente a Escritura' para a maioria dos evangélicos), sacramentos (7 sacramentos com eficácia real, incluindo Eucaristia como presença real de Cristo) e o papel de Maria e dos santos (venerados e pedidos como intercessores pelos católicos, geralmente não pelos evangélicos).