Ladainha de São José
Aprovada para uso público pelo Papa São Pio X em 1909
Senhor, tende piedade de nós. Cristo, tende piedade de nós. Senhor, tende piedade de nós. São José, rogai por nós. Ínclita descendência de Davi, rogai por nós. Luz dos patriarcas, rogai por nós. Esposo da Mãe de Deus, rogai por nós. Custódio castíssimo da Virgem, rogai por nós. Sustentáculo das famílias, rogai por nós. Chefe da Sagrada Família, rogai por nós. José justíssimo, rogai por nós. José castíssimo, rogai por nós. José prudentíssimo, rogai por nós. José fortíssimo, rogai por nós. José obedientíssimo, rogai por nós. José fidelíssimo, rogai por nós. Espelho de paciência, rogai por nós. Amante da pobreza, rogai por nós. Modelo dos operários, rogai por nós. Terror dos demônios, rogai por nós. Protetor da Santa Igreja, rogai por nós. Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, perdoai-nos, Senhor. Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, ouvi-nos, Senhor. Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós.
Divisão em partes
"Ínclita descendência de Davi... Esposo da Mãe de Deus"
As primeiras invocações situam José dentro da história da salvação: descendente real de Davi e esposo legal de Maria.
Mateus 1,20: o anjo chama José de "filho de Davi".
A descendência davídica de José é o que torna Jesus, legalmente, "filho de Davi" — cumprimento das promessas messiânicas.
"José justíssimo... prudentíssimo... fortíssimo... obedientíssimo"
Uma sequência de superlativos que louvam as virtudes concretas de José, sobretudo sua obediência silenciosa às ordens divinas recebidas em sonhos.
Mateus 1,19: "José, seu esposo, sendo justo...".
José é chamado "justo" (Mt 1,19) num sentido bíblico pleno: alguém que vive corretamente diante de Deus em todas as circunstâncias.
"Terror dos demônios, protetor da Santa Igreja"
Encerra invocando José como defensor espiritual e patrono de toda a Igreja.
Mateus 2,13-14: José foge com Maria e o Menino para o Egito, protegendo-os da perseguição de Herodes.
Reconhece em José, que protegeu a Sagrada Família das ameaças (como a fuga para o Egito), um modelo de proteção espiritual estendido a toda a Igreja.
Contexto histórico
Aprovada oficialmente para uso público em toda a Igreja pelo Papa São Pio X em 1909, reunindo títulos de devoção a São José já populares havia séculos. Reflete a crescente atenção da Igreja à figura de José desde o século XIX, quando o Beato Pio IX o proclamou Padroeiro da Igreja Universal (1870).
Significado espiritual
Percorre virtudes concretas de José — justo, casto, prudente, forte, obediente, fiel, paciente — apresentando-o como modelo acessível de santidade vivida na vida comum, no trabalho e na família, não em feitos extraordinários.