Ladainha do Preciosíssimo Sangue de Jesus
Aprovada para uso público pelo Papa São João XXIII em 1960
Senhor, tende piedade de nós. Cristo, tende piedade de nós. Senhor, tende piedade de nós. Sangue de Cristo, Filho único do Eterno Pai, salvai-nos. Sangue de Cristo, Verbo de Deus encarnado, salvai-nos. Sangue de Cristo, da nova e eterna Aliança, salvai-nos. Sangue de Cristo, que jorrou na agonia do Horto, salvai-nos. Sangue de Cristo, derramado na flagelação, salvai-nos. Sangue de Cristo, que brotou da coroação de espinhos, salvai-nos. Sangue de Cristo, derramado na cruz, salvai-nos. Sangue de Cristo, preço da nossa salvação, salvai-nos. Sangue de Cristo, sem o qual não há remissão, salvai-nos. Sangue de Cristo, torrente de misericórdia, salvai-nos. Sangue de Cristo, força dos mártires, salvai-nos. Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, perdoai-nos, Senhor. Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, ouvi-nos, Senhor. Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós.
Divisão em partes
"Sangue de Cristo, da nova e eterna Aliança"
Liga o Sangue de Cristo diretamente às palavras da instituição da Eucaristia na Última Ceia.
Mateus 26,28: "isto é o meu sangue, o sangue da aliança, derramado por muitos para remissão dos pecados".
Aponta a Eucaristia como o memorial sacramental permanente do sangue derramado na cruz.
"Sangue de Cristo, que jorrou na agonia do Horto... derramado na flagelação... brotou da coroação de espinhos... derramado na cruz"
Percorre, em sequência, os principais momentos da Paixão em que o sangue de Jesus foi derramado.
Lucas 22,44: no Horto, "o seu suor tornou-se como grossas gotas de sangue".
Concentra a meditação da Paixão num único fio condutor concreto — o sangue real derramado — evitando qualquer abstração do sofrimento de Cristo.
"Sangue de Cristo, sem o qual não há remissão... torrente de misericórdia"
Afirma o valor salvífico absolutamente necessário do sangue de Cristo, ao mesmo tempo generoso e misericordioso.
Hebreus 9,22: "sem derramamento de sangue não há remissão".
Ecoa a teologia sacrificial da Carta aos Hebreus sobre a necessidade do sangue para a remissão dos pecados.
Contexto histórico
Embora a devoção ao Preciosíssimo Sangue remonte a séculos (com festa própria desde 1849, sob Pio IX), a ladainha em sua forma litúrgica atual só foi aprovada oficialmente para uso público em toda a Igreja pelo Papa São João XXIII, em 1960, no início do seu pontificado.
Significado espiritual
Acompanha, passo a passo, os momentos da Paixão em que o Sangue de Cristo foi derramado — do Horto das Oliveiras à cruz — como memorial contínuo do preço concreto e físico da nossa redenção.